Para todos os efeitos, continuo te amando. Mesmo que sem aquela urgência de quem precisa de alguém assim como precisa de ar e mesmo que de longe como quem observa o voo alegre de um pássaro, continuo irrevogavelmente te amando e adorando cada pedaço teu. Continuo te amando como nos dois últimos verões, como nos dias alegre e escuros. A diferença é que agora eu me amo mais.
Motivos reais, palpáveis e óbvios para te amar. Você é bonito, seu abraço é quente, seu sorriso tem mil quilômetros iluminados, seu humor me faria rir 100 encarnações e você é bom em tudo, mesmo não querendo ser bom em nada. Seu coração é gigante, tão gigante que você, por medo, prefere a superfície.
“Sobre a nossa mania de, acima de tudo, acreditar. No infinito, nas possibilidades, nos planos, nos sonhos. Sobre a nossa mania de nem se importar com o que o resto do mundo todo talvez vá pensar. E seguir em frente porque lá no fundo, lá no fundo sabemos que o resto do mundo não tem a mínima importância se estivermos juntos, de mãos dadas. Porque lá no fundo sabemos que só juntos estaremos fortes - e essa é a nossa única e maior certeza. Sobre a nossa mania de ter uma explicação pouco convincente sempre na ponta da língua esperando para ser dita, e saber que na realidade nossas explicações nem são tão necessárias, já que nossa forma de olhar já diz tudo e mais um pouco. Sobre aquela nossa mania tão clichê de decifrar absolutamente todos os silêncios e depois tentar - muitas vezes sem sucesso - preenchê-los da forma mais leve que existe. E rir, rir muito porque sabemos também que nossas risadas fazem bem um ao outro da forma mais inexplicavelmente maravilhosa. E sim, chorar, chorar muito porque sabemos que chorar faz bem e consegue aliviar a alma - e como mágica tudo se torna cem vezes mais nítido depois que as lágrimas secam. Sobre a nossa tão única, tão particular, tão adolescente mania de cantar alto e gritar muito e bater portas e chorar por horas e rir por dias inteiros e querer fugir para um lugar distante onde só haja nós dois, uma coleção de livros e cds e um infinito de silêncios para serem descobertos e decifrados. Querer fugir para um lugar distante onde o mundo só gire por nós dois. Sobre a nossa mania de ler a palavra “amor” e no mesmo, no mesmo segundo se recordar de como somos ótimos em mesmo tendo um furacão dentro de si e uma rebeldia que ultrapassa fronteiras, nossas mãos conseguem se envolver da forma mais lenta, mais serena. E se recordar de que é exatamente isso, sem tirar nem colocar, que queremos para o todo o resto das nossas vidas.”